Maré de palavras,
as frases soltas,
nenhuma onda
encontra a quilha...
Pedaços de vida,
museu do eu,
para que tu vejas,
para que tu vejas...
A rotunda tem música
e eu tenho regras,
há que violar
a pauta
para que nasça
a flauta.
Alegrem-se,
árvores laterais,
que a viagem
é.
(Turbilhão)
(Paz e vento)
(Oriente)
(Ocidente)
Fina flor
que desponta
no asfalto...
Vruuuum.
Semeiam sonhos
os infantes
esquecidos,
abandonados
à beira da estrada.
Congeminam maravilhas
por essas mesmas milhas
de permeio.
O esturpor,
o freio
e o rigor
procuram revoltar-se...
Mas antes,
ecoa a fibra
que tudo liga
e era a aragem
que aqui deixa uns pós
reminiscente.